quinta-feira, 23 de julho de 2015

3 dicas para responder às complexas perguntas das crianças




Quem nunca se viu diante de uma criança tendo que responder a perguntas como “quem decide o que é certo?”, “por que a vovô fuma, se faz mal à saúde?” ou até a clássica questão “de onde vêm os bebês?"

Até pouco tempo atrás, na época de nossos avós ou bisavós, tais questionamentos não eram respondidos pelos adultos que se resumiam a dizer algo parecido com “porque sim” ou “porque eu quero assim”. Tal forma de se posicionar diante dos pequenos revela um pouco da concepção de infância da época, já que as crianças não tinham voz e eram consideradas como serem incompletos e desprovidos de saber.

Por outro lado, nos dias de hoje nossa visão sobre as crianças e, consequentemente, a forma como nos dirigimos a elas, mudou. Hoje, damos valor ao que a criança diz e faz, por isso, tentamos escutá-las e responder às suas dúvidas. O que não é uma tarefa fácil, pois temos que fazê-lo levando em conta a fase de desenvolvimento e a linguagem próprias da infância. 

Para ajudá-los, trago três dicas que poderão ser úteis nesses momentos:

1- Não há formulas e repostas prontas para todos os filhos. Cada um tem uma história e uma personalidade diferente que devem ser respeitadas. E ninguém melhor do que os pais para avaliar a medida de cada resposta, já que são os que conhecem melhor seus filhos. Portanto, não se culpem se vocês não conseguiram seguir um manual de respostas pré-definidas, pois o mais importante é dar respostas que estejam de acordo com os valores que querem transmitir, além de respeitar as singularidades do seu filho.

2- Quando for responder a uma pergunta, converse um pouco com seu filho primeiro, pergunte o que ele sabe sobre o assunto e porque está interessado nele. Seu próprio filho pode te dar elementos para construir uma resposta mais adequada, por isso é sempre importante escutar o que ele tem a dizer.

3- Tente usar uma linguagem que seja própria para a infância, lançando mão de exemplos que as crianças entenderão, seja de situações reais ou de elementos retirados da literatura infantil. Muitas vezes, livros sobre temas específicos podem te ajudar na hora de conversar com seu filho sobre determinado assunto.


Gostaram? Deixem aqui seu comentário. A participação de cada um de vocês é muito importante para nós. 

Abraços,

Paula Melgaço




            

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