O tema da reflexão que trouxe hoje considero base de todas as boas relações, isso inclui a relação adulto-criança. O que trago para vocês hoje é uma dica simples, mas que pode ser difícil colocá-la em prática em alguns momentos, por exemplo quando o filho quebra aquele vaso que era da sua avó e que você tanto gostava. É algo básico, mas de grande efeito no desenvolvimento da criança. Quantas vezes você sentiu que estava falhando porque seu filho não entende que os limites que você impõe são, na verdade, atos de amor?

*Imagem retirada da página: http://www.psicologoalejandro.com/2013/06/meu-pai-nao-gosta-de-mim.html
Três atitudes, que se complementam, são essenciais para se criar uma boa relação com as crianças, seja ela pai-filho, educadores-educandos ou qualquer outra, são elas: diálogo, compreensão e respeito. Respeito às limitações da criança, ao ritmo do desenvolvimento, sonhos e desejos, às habilidades que ela se dedica a aprimorar, ao que deseja falar, ou seja, respeitar a totalidade daquele ser, que mesmo pequeno já é um ser que tem sentimentos, sensações e que deseja se comunicar. Ao ouvir o que o outro tem a dizer, ao tentar olhar pela perspectiva dele, fica mais fácil compreender, e assim, respeitar.
Fico preocupada quando ouço a fala de criança sobre algum sonho, vem algum adulto dizer com ar de desprezo à criança o quanto ela é ingênua, e assim, ceifa os desejos dela com um enfático “isso não vai acontecer”, “você vai ver quando crescer que nada disso se realiza” e por aí vai.
O adulto, muitas vezes, deposita na criança toda sua frustração por seus sonhos não realizados. E a criança é reprimida e ensinada que não vale a pena sonhar, mas espera... a infância não é tão bela justamente pela pureza e imaginação ilimitada, onde é possível alçar vôos inimagináveis e se divertir em um universo paralelo? Pra que tirar da criança o que existe de mais prazeroso na infância?
O adulto, muitas vezes, deposita na criança toda sua frustração por seus sonhos não realizados. E a criança é reprimida e ensinada que não vale a pena sonhar, mas espera... a infância não é tão bela justamente pela pureza e imaginação ilimitada, onde é possível alçar vôos inimagináveis e se divertir em um universo paralelo? Pra que tirar da criança o que existe de mais prazeroso na infância?

*Imagem retirada da página: http://rodrigomcs.com.br/2011/04/13/sons-do-bebe-auxiliam-diagnostico-de-autismo-bbc/
Saber o que a criança sente, pensa, acredita, não entende, tudo isso é fundamental para conhecê-la e melhorar a relação com ela. Funciona como no ‘mundo adulto’, você imagina que é de um jeito e não compreende porque seu colega fez algo, mas ao escutá-lo, com respeito, com interesse sobre a razão dele fica mais fácil compreender.
A questão é: quantas vezes você parou para escutar seu filho? Tentar realmente entender da perspectiva que ele enxerga, sem tentar definir o certo ou o errado do que a criança diz, se é ou não aquilo que ela está sentindo. Já vi acontecer várias vezes dos pais definir como e porque a criança teve determinado ato. A criança tenta se explicar e o adulto logo devolve: “Sei como você é”, “conheço suas gracinhas”, “isso não teria acontecido se você fosse cuidadoso” etc. A criança não tem alternativa, a não ser concordar com os pais.
Dar a liberdade para o filho se explicar, mesmo que tenha agido de forma incorreta, mas ouvir a explicação e com calma mostrar o que foi errado, respeitar que a criança também vai errar, assim como qualquer adulto erra é fundamental. Com diálogo a relação é mais fácil, pois se baseia na compreensão. E isso é positivo não só na infância, mas na adolescência, pois assim os pais terão acesso mais facilmente ao que se passa com os filhos e assim auxiliá-los mais de perto. As consequências de uma educação baseada no diálogo vão até a vida adulta, pois provavelmente este adulto se expressará melhor e saberá ouvir o outro.
Se dedicar a entender a perspectiva da criança é o segredo para criar uma boa relação com as crianças, futuros adolescentes.
Compreender não significa deixar fazer o que quiser, sem impor limites, os limites são importantes para o desenvolvimento da criança. Também não significa explicar as coisas como se estivesse falando com um adulto, mas sim olhar para criança como quem quer realmente saber o que esta acontecendo, como quem quer conhecê-la, para assim auxiliá-la da melhor forma.
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*Imagem retirada da página: http://luasingular.blogspot.com.br/2013/02/dialogo-entre-pai-e-filho.html
Não precisa se desesperar se você percebeu que talvez não venha ouvindo seus filhos, o importante é que ao tomar consciência disso, as atitudes comecem a mudar. A maioria dos pais tem a melhor das intenções ao corrigir o filho sem mesmo ouvir a versão dele, querem que os filhos sejam ótimas pessoas e correm em corrigi-los quando percebem o erro. Facilita se entendemos que ouvir a versão das crianças é uma maneira eficiente para educá-los, pois sendo ouvidos eles aprendem a ouvir, e se você os escuta eles irão querer te escutar também.
Nunca é tarde para começar a ter um bom diálogo com os filhos, é preciso ter paciência e perseverança, respeitando o tempo deles e não desistindo de tentar, aos poucos os resultados aparecem. Mas vale lembrar que uma coisa é escutar o que o filho tem a dizer porque alguém disse que isso era importante, outra coisa é ouvir o filho porque você compreendeu o quanto isso é importante e quer realmente saber o que se passa com ele.
Tenho certeza que você, adulto, também gosta de ser compreendido :)
Tenho certeza que você, adulto, também gosta de ser compreendido :)
Sua família é seu time, e um time sempre joga do mesmo lado do campo!
Me conte sua experiência nos comentários, vou adorar saber :)

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