quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Da série: Família e seus laços – O Pai "Importância da figura masculina na identidade da criança".

 O ser/indivíduo/pai transcende essas pressuposições medievais e pensando neste viés, é importante sua presença. A relação pai e filho ou filha, deve ser criado e fortalecido deste da concepção do bebê, é através do pai que a criança descobre o limite, constrói sua personalidade e identidade, constrói característica até sua vida adulta. Claro, a presença do pai vai muito além, mas vamos parar por aqui e entrar no inverso deste universo.

Diferentemente do que socialmente acredita, a rejeição paterna traz magoas e marcas profundas e essa rejeição traz dores físicas e emocionais para a criança e a dor pode ser revivida por anos, levando à insegurança, hostilidade e tendência a agressividade.

Neste segundo texto da série, continuarei falando sobre o pai, que por algum acaso não pode ter uma referência paterna e hoje sendo pai, como se relaciona com o seu filho.

Acredita-se que a criança precisa da figura masculina no decorrer do seu desenvolvimento e dados estatísticos nos dizem que crianças que não crescem com a presença do pai, tendem a desenvolver característica mais agressiva ou optar pelo isolamento.

           Pensando na importância da figura masculina destaco o pai solteiro e pai separado.

            No caso do pai solteiro, que não está preparado para receber um filho, devido um relacionamento esporádico ou uma concepção indesejada, após o nascimento, acaba por relega-lo aos cuidados dos avós, que podem de alguma forma suprir a devida necessidade de atenção e carinho, exatamente por este pai ainda se encontrar no papel de filho, não estando maduro o suficiente para uma relação própria de pai e filho tão exigente.  Assim, o pai não fazendo muita questão desta relação o vínculo se perde ou no mínimo se desgasta o suficiente para o afastamento.


            O pai separado ou divorciado, teve um filho planejado, proveniente de um relacionamento fixo e estável por algum período de tempo e tem a consciência do vínculo permanente com o filho, porém, ao separar, não consegue conduzir a relação saudável com a mãe e a família, se afastando e com isso quem sempre perde é a criança, que fica de uma hora para outra, sem uma representação masculina. Outro fator que precisa chamar atenção é que este pai depois da separação tende a relacionar-se com outra pessoa e assim, devido este novo relacionamento com novas perspectivas, tende a perder o contato com o filho.

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