O ser/indivíduo/pai transcende essas
pressuposições medievais e pensando neste viés, é importante sua presença. A
relação pai e filho ou filha, deve ser criado e fortalecido deste da concepção
do bebê, é através do pai que a criança descobre o limite, constrói sua
personalidade e identidade, constrói característica até sua vida adulta. Claro,
a presença do pai vai muito além, mas vamos parar por aqui e entrar no inverso
deste universo.
Diferentemente
do que socialmente acredita, a rejeição paterna traz magoas e marcas profundas
e essa rejeição traz dores físicas e emocionais para a criança e a dor pode ser
revivida por anos, levando à insegurança, hostilidade e tendência a
agressividade.
Neste
segundo texto da série, continuarei falando sobre o pai, que por algum acaso
não pode ter uma referência paterna e hoje sendo pai, como se relaciona com o
seu filho.
Acredita-se
que a criança precisa da figura masculina no decorrer do seu desenvolvimento e dados
estatísticos nos dizem que crianças que não crescem com a presença do pai,
tendem a desenvolver característica mais agressiva ou optar pelo isolamento.
Pensando na importância da figura
masculina destaco o pai solteiro e pai separado.
No caso do pai solteiro, que não está preparado para
receber um filho, devido um relacionamento esporádico ou uma concepção
indesejada, após o nascimento, acaba por relega-lo aos cuidados dos avós, que
podem de alguma forma suprir a devida necessidade de atenção e carinho,
exatamente por este pai ainda se encontrar no papel de filho, não estando maduro
o suficiente para uma relação própria de pai e filho tão exigente. Assim, o pai não fazendo muita questão desta
relação o vínculo se perde ou no mínimo se desgasta o suficiente para o
afastamento.
O pai separado ou divorciado, teve um filho planejado,
proveniente de um relacionamento fixo e estável por algum período de tempo e
tem a consciência do vínculo permanente com o filho, porém, ao separar, não
consegue conduzir a relação saudável com a mãe e a família, se afastando e com
isso quem sempre perde é a criança, que fica de uma hora para outra, sem uma
representação masculina. Outro fator que precisa chamar atenção é que este pai
depois da separação tende a relacionar-se com outra pessoa e assim, devido este
novo relacionamento com novas perspectivas, tende a perder o contato com o
filho.


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