Gosto muito dos assuntos trabalhados pela psicóloga Lídia Weber, que é referência na área de desenvolvimento humano e saúde, com várias publicações voltada a Adoção. E uma das frases que me chama atenção é:
“Adotar é acreditar que a história é mais forte que a hereditariedade, que o amor é mais forte que o destino”. Lídia Weber
Adoção é um ato de coragem e muito amor, é o processo de acolhimento, é um amor inconcebível no qual ao longo do tempo é construído. Esse processo tem tudo de especial, pois nos referimos a acolher uma vida e criar laços mais fortes que a hereditariedade. Falamos da “gestação do coração“.
É normal surgir inúmeras dúvidas, medos, incertezas relacionadas à vida do futuro filho. O fato de querer adotar uma criança perpassa vários pensamentos, como será a sua criação, a educação, quando revelar a verdade da adoção, dentre outros.
Para uma adoção bem sucedida, se faz necessário abrir o coração, ter um novo olhar sobre esta criança, quando esse olhar ‘sensível’ não acontece tudo se caminha para uma adoção mal sucedida, sendo assim caminharemos para um fracasso , e o que ela simplesmente espera é uma família que lhe dê carinho, proteção, atenção e muito amor.
Não se pode confundir o processo de adotar como um gesto de caridade. A atitude é por desejo de se tornar mãe e pai, é a busca por se ter um filho tão esperado e desejado.
Evidencio que o tal do ‘preconceito’ existente sobre a adoção pode aparecer no caminho, como: o filho adotivo trará muitos problemas, um adotante nunca gostará de verdade do seu filho adotivo, você não será um bom pai ou uma boa mãe, enfim… O importante é não se deixar vencer por essas ‘’palavras’’ e sim permanecer com a ideia de que o amor está acima de tudo. O amor existente entre as pessoas envolvidas na adoção é igual àquele sentido por um parentesco biológico.
Concluo citando uma frase que diz: “a adoção afetiva é a verdadeira relação parental. Não existem filhos, verdadeiramente filhos, que não sejam adotivos”. Schettini (1998)
Ou seja, até um filho biológico necessita ser adotado pelos pais para então poder se tornar um verdadeiro filho. Todo vínculo de amor é alcançado pela convivência construída ao longo do tempo e pelo respeito e não pela herança genética.
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REFERÊNCIA
SCHETTINI, Luiz. Compreendendo o filho adotivo. 3. Ed. Recife: Edições Bagaço, 1998
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